Tática – As 6 Zonas da Quadra

DianaQuando jogamos tênis a nossa performance está sendo influenciada por diversas variáveis: a tática, a técnica, o físico e o mental. Percebo que quando cometemos erros, frequentemente acreditamos que foi devido à técnica mal executada, mas em muitas vezes foi uma tomada de decisão errada.

Hoje vamos abordar a variável tática que nada mais é do que um processo de decisão.

Dividir as quadras em regiões, é uma das maneiras utilizadas para treinarmos padrões de pensamentos e jogadas que vão fazer com que nossas decisões sejam mais confiantes e mais rápidas.

Com estes padrões as decisões se tornam mais automáticas, e, na hora do jogo, você tem mais confiança para aplicar o golpe diminuindo os seus erros.

O jogo de tênis é um jogo de espaço onde você vai procurando ganhar terreno para avançar cada vez mais para a frente.

Roberto Prado *, sócio-diretor e técnico de tênis da academia BSports e um dos meus técnicos, explica, no vídeo abaixo, a importância de entendermos as regiões da quadra e o que devemos fazer em cada uma delas. Ele prefere a metodologia que divide a quadra em 6 regiões. Na opinião dele é a mais didática e a utilizada nos cursos recentes da PTR (Professional Tennis Registry) situada nos EUA .

Veja na prática, neste próximo vídeo, alguns padrões de golpes executados por dois jogadores juvenis: Sthefanie Santos e Fabio Gliosci

 

Padrões por região:

zona atual

Região 6 – Região mais ao fundo da quadra. Região de defesa. Padrões de jogadas que criem desconforto no oponente.  Bolas que passem altas na rede, de preferência com topspin, para que o adversário não possa nos atacar. Normalmente golpes com profundidade ou slices que incomodem a devolução do próximo golpe.

Região 5 – Região de rally .  Nesta região nenhum dos jogadores tem uma vantagem muito clara no jogo. Você deve buscar uma oportunidade para atacar seu adversário. A bola aqui normalmente não deve passar muito rente à rede. Não devemos trabalhar muito próximo às linhas e não devemos correr grandes riscos. Mas temos que procurar, de forma estratégica, um ponto falho no adversário para que ele nos dê uma oportunidade de nos jogarmos para a frente. Um exemplo de golpe padrão nesta região é o forehand inside out.

Região 4– Região de primeiro ataque . A intenção aqui  é fazer com que  o seu adversário sinta o seu golpe e que permita você caminhar mais à frente ou acabe induzindo seu adversário ao erro. Região para criar oportunidade para você ir para as regiões 3 ou 2. Exemplo de golpe padrão nesta zona são as bolas anguladas. O maior erro, da maioria das pessoas, é querer dar um winner nesta região.

Região 3– Segundo ataque. Aqui ainda é uma bola de transição. Mas uma bola de ataque mais ofensiva, que permita você chegar melhor na rede. A sua intenção nesta região deve ser de ganhar o ponto com uma bola de muita qualidade ou se preparar para subir à rede na região 2. O golpe mais comum aqui é a paralela que tira o tempo de reação do adversário.

Região 2– Voleio de preparação ou primeiro Voleio. O voleio que se dá aqui é um voleio de aproximação. O padrão aqui deve ser de um voleio firme, bem colocado, ou um slice com profundidade para que volte uma bola mais fácil e você possa ir à região 1 e faça a definição.

Região 1– Zona de Definição. Nesta região você deve buscar o último golpe, finalizando o ponto. Normalmente um voleio definitivo (curto ou mais angulado com mais potência) ou um smash.

Citamos aqui alguns padrões, por regiões, mais prováveis de acontecer. É claro que exceções podem ocorrer em qualquer uma das regiões.  Mas isto, deve ser uma consequência de um golpe e não a sua primeira intenção.  Alguns exemplos de exceções:

a) você pode efetuar um winner em qualquer uma das regiões;

b) na região 2 você pode receber um lobby  e definir o ponto com um smash ;

c)  você pode receber uma bola sem peso, curta, na região 3 e também definir o ponto

ou

d) simplesmente você pode responder, por exemplo, com um voleio na região 4.

 

Espero que estas dicas lhe ajudem a tomar melhores decisões em quadra.

Até a próxima !😊

Diana

 

*       Roberto Prado :

  • Tenista 1a classe desde os 15 anos, com vários títulos no Circuito Juvenil.
  • Sócio-Diretor e coordenador técnico da academia BSports
  • Treinador certificado pela PTR (Professional Tennis Registry), onde obteve a maior graduação nas provas de avaliação da entidade que lhe rendeu o nível Professional.
  • Mais de 25 anos de experiência em treinamento de alta performance.  Conquistou títulos de relevância nacional, internacional e circuito profissional (Futures)
  • Membro do seleto grupo de treinadores HEAD TEAM ELITE
  • Certificado pela Van Dermeer Tennis Univerty em treinamento de alta performance
  • Professional Certificate-Professional Tennis Registry (PTR)
  • Parceiro da Academy Saaddlebrook. Acompanhou de perto o treinamento de vários tenistas entre os melhores do ranking ATP e WTA. Como exemplos: Greg Rudsevesk, Jennifer Capriatti, Peter Sampras, Ank Rubber, John Isner entre outros.
  • Formado em Engenharia no Mackenzie

 

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