Minha vida na terra do Federer

 

DianaSempre tive vontade de ter uma experiência de vida no exterior. Porém, jamais imaginei esta mudança quando eu estivesse beirando os cinquenta anos, com filhos de 11, 13 e 15 anos e na Europa.

A oportunidade veio e era agora ou nunca. Resolvemos nos arriscar, afinal sempre é melhor se arrepender de algo que fizemos, do que se lamentar de algo que nunca tivemos coragem de fazer.

Pois bem, estamos há 3 meses, vivendo uma aventura, morando em Genebra, onde tudo funciona como os relógios suíços. Mesmo com os pés no chão e com muita vontade de viver esta experiência , posso dizer que não é nada fácil. Existem várias barreiras, como a língua, a cultura e, especialmente, o clima.

Mas, o melhor a fazer é encarar as situações com bom humor 😄.

Já tive algumas experiências engraçadas. Acabei com dores nas costas e unhas quebradas montando armários e um dedo cortado tentando cozinhar. Meu melhor amigo ainda é o Google tradutor. Já me peguei várias vezes falando em português com alguém esperando a resposta e nada! Consegui a proeza de entrar com o carro na linha do bonde e meu coração quase saiu pela boca, tive que sair de ré para não bater de frente. Que mico!

Antes de viajar, meu maior medo era pensar que meu marido e filhos estariam bem e eu não, por ter que ficar sozinha a maior parte do tempo. E se eu ficasse deprimida? Pensando nisso, me dei conta que a única coisa que não poderia deixar de fazer seria jogar tênis. Na minha primeira visita à cidade tratei de conhecer o maior número de clubes possíveis. Acabei escolhendo onde iria jogar sem saber, ainda , onde iria morar.

Diferentemente do que me falaram sobre os suíços serem frios e formais, pelo menos no tênis, tenho sido muito bem recebida.

Abaixo alguns momentos da minha vida na Suiça:

 

Já conheci várias pessoas e estou vivenciando experiências interessantes. Sou uma jogadora duplista. Aqui, na Suiça, e na França (onde jogo), só seniors jogam duplas (pessoas acima de 60 anos). Mas estou realmente muito surpresa pois eles jogam muito. Muitoooo mesmo! Incrível a mobilidade e o nível técnico deles. Ainda vou descobrir o segredo! Às terças feiras, estou treinando para o Interclubes, e, por incrível que pareça, treinando simples com meninas de 14 a 17 anos. Muitas vezes, nem vejo a cor da bola de tão rápido que elas batem. Toda aula peço um balão de oxigênio para o professor rsss e saio morta… Uma vez por semana, faço aula e se tênis já não é fácil, imagina com um professor que só fala francês!

Frequentando clubes diferentes, conheci, também, vários tipos de pisos de quadra. Meu primeiro jogo foi no carpete. A minha parceira me perguntou se jogava bem, disse que achava que sim. Pois bem, quase não consegui devolver uma bola. Faltou pouco para não chorar de tão mal que joguei. Depois, tive uma experiência em uma quadra de grama sintética com várias linhas de marcação (basquete, futebol e tênis). Nem preciso falar que foi uma catástrofe, não conseguia me concentrar. Mas como nos adaptamos a tudo, hoje já estou jogando até que bem. Pelo menos, continuam me chamando para jogar…

QUADRA

Já que o tênis é a atividade que mais me faz interagir com as pessoas, a primeira coisa que aprendi em francês foi fazer a contagem no jogo, mas na hora misturo francês e inglês e sai “quarante fifteen” !!!!!

Enfim, tenho que dizer que esta experiência de vida tem sido bem interessante. Como blogueira de tênis tenho mostrado as diferenças do que ocorre deste lado do mundo. A partir do ano que vem vou mostrar também, ao vivo, alguns ATPs na Europa.

Do lado pessoal, o convívio familiar se fortaleceu muito e estamos aproveitando, sempre que possível, para conhecer novos lugares na Europa. Agora, vamos ver como vai ser passar o nosso primeiro inverno por aqui, já está fazendo 1 grau de manhã ⛄️❄️

Conto tudo no próximo post 😜

Abç,

Diana

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