Choque Cultural

Beatriz Nadólskis Severine, quase 19 anos, saiu do Brasil, em Agosto, rumo aos Estados Unidos, com uma bolsa para jogar tênis e representar a Texas A&M University, em Texarkana.

Ela conta, com exclusividade para o Bem Sacado, a sua experiência desde a chegada até os dias de hoje.
“Assim que cheguei caiu a ficha que, depois de ter batalhado por 2 anos, para conseguir passar por esta experiência, não ia ser fácil me adaptar. Tive que me virar sozinha, longe da família, e só quem passou por isso sabe entender de verdade o que significa este choque cultural.

No começo, passam para os recém-chegados, muitas informações ao mesmo tempo, as matérias, as provas, os treinos, etc.

Quanto à alimentação ainda não me acostumei até hoje, tudo muito diferente daqui.

Os americanos, apesar de serem legais, percebi que é difícil de se conectar com eles. Não tem aquela acolhida generosa dos brasileiros. A primeira semana foi um choque. A rotina começa logo cedo às 6:30 horas da manhã: preparo fisico no campo de futebol, aula depois almoço e, em seguida, 3 horas de quadra, e em seguida, as horas obrigatórias de estudo que os atletas têm que fazer. Todos os dias são exatamente assim! Finais de semana têm torneio, às vezes em outra cidade, de quinta a domingo e, na volta, ainda temos que correr atrás de provas e trabalhos perdidos.

É bem puxado! Nestes quase 4 meses, comecei a me acostumar um pouco e a entrar no ritmo, mas foi um difícil aprendizado. Tive que fazer tudo o que nunca fiz na vida, como lavar roupas, fazer compras, faxina no quarto, pensar em nota, pensar no jogo….
Os americanos são muito preocupados com o estado físico, por isso antes de ver qualquer menina batendo bola, eles fazem avaliação, corrida, agilidade, eles são muito exigentes e cobram demais. Treinamos 3 horas e o principal é ver quem vai ser dupla de quem, pois eles gostam muito desta modalidade.

Senti muito a falta de proximidade com os técnicos. A minha impressão é que para eles é como se fosse um negócio, ganho uma bolsa, me contratam e eu não faço mais do que a minha obrigação.

Apesar das dificuldades, vou me dedicar ao máximo nestes 4 anos que tenho pela frente. Esta oportunidade é única.”

Assista esta entrevista que a Beatriz nos cedeu antes de viajar.

 

Eu não imaginava que seria tão dificil assim, e vocês? Esta é mais uma história de uma garota apaixonada pelo tênis 😘.

Abs

Simone

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