A importância do Forehand

DianaO golpe forehand, na minha opinião, é o golpe mais importante para os tenistas.  A tradução desta palavra ao pé da letra significa golpear a bola com a palma da mão dominante voltada para a rede. Para os destros, na sua maioria, seria a direita e para os canhotos a esquerda.

É o mais utilizado no tênis e, por isso, o primeiro a ser ensinado. O forehand deve ser o seu golpe dominante. É com ele que você comanda o jogo. Ele é tão importante para atacar como defender um ponto.

É com o forehand que se tem normalmente a maior troca de “rally” e é com ele que, muitas vezes, você cria oportunidades para em uma próxima jogada finalizar um ponto. O tenista deve tentar se esforçar, ao máximo, para torná-lo o mais sólido e consistente possível.

Quando iniciei minhas aulas de tênis aprendi a fazer um forehand com o braço bem aberto, efetuando um looping e terminando o golpe com a raquete nas costas.  O pé esquerdo, por sua vez, ficava a frente (closed stance) e as bolas que vinham para mim eram  bem lentas. Ao longo dos anos, fui aprimorando a minha direita e o meu golpe ficou mais compacto.

dianamontagem

Esta minha mudança, na verdade, é um reflexo do que vem acontencendo com o desenvolvimento do forehand ao longo do tempo. O professor Prado explica essas principais diferenças, em detalhes, veja abaixo:

 

É claro que o tênis não é uma ciência exata, cada um deve escolher um estilo de golpe que mais lhe agrade, ou seja, com o qual se sinta mais confortável.

Aprender o forehand não é nada simples. Como muitos golpes no tênis é um evento de sincronia e equilíbrio. É preciso usar adequadamente as pernas, os pés, a munheca, os braços, as mãos, a rotação do tronco e ainda não tirar o olho da bola! Aff! tudo isso em conjunto, rapidamente, e com o braço relaxado.

De qualquer forma, seja qual for o seu estilo, é muito importante que o seu golpe se adapte a qualquer tipo de bola que você receba. Quando comecei a participar de torneios, percebi que muitas vezes treinava o golpe de direita com a mesma altura e velocidade da bola, e quando chegava na competição, recebia todos os tipos de bolas (altas, com top-spin, baixas, rápidas e com slice) e não conseguia devolvê-las.  Voltava para as minhas aulas e treinava tudo de novo.

Abaixo, vamos mostrar uns exemplos de mudanças (ajustes) que devemos fazer no forehand para devolver esses diferentes tipos de bola.

 

Tenha em mente que você pode levar anos para ter um bom forehand. Faz parte de um processo de aprendizado. Você deve treinar e repetir inúmeras vezes o mesmo golpe para torná-lo automático.  Hoje bato minha direita sem pensar nos fundamentos e no que tenho que fazer, e quando erro já sei o que fiz de errado.

No próximo mês, vamos mostrar os diferentes forehands dos profissionais. Não perca, vai ter dicas valiosas.

Abraços,

Diana 😜

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