Fascite Plantar- Parte I

Lia

Faz cinco anos que voltei a jogar tênis e, gradativamente, fui aumentando minhas horas em quadra e meus dias de treino. Há três anos comecei a sentir uma dor na planta do pé direito da qual não podia pisar no chão quando acordava. 

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Depois de alguns minutos caminhando a dor até passava, mas voltava quando eu terminava um jogo ou treino, ou seja, quando o pé esfriava. Aí sim a dor era enorme! Depois de duas semanas sentindo dor, resolvi ir ao ortopedista. Lá, fui diagnosticada com Fascite Plantar. Que coisa chata essa inflamação no calcanhar, né?! E como demora a passar!!  Mas não se preocupe: você pode amenizar essas dores com seis dicas simples durante o seu dia. Vamos lá? Primeiro adquira esse kit abaixo: garrafinha de gelo, bolinha, elástico para se alongar e rolinho

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1 – Alongue-se antes de sair da cama, logo no início da manhã. Deixe o elástico ao lado da cama. A dor é mais intensa nesse período, portanto, faça esse alongamento com uma faixa ou elástico mantendo as pernas esticadas

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2 – Coloque gelo na região afetada por no máximo 20 minutos, repetindo isso três vezes ao dia. De preferência, coloque uma garrafinha de água no congelador e a use para alongar a fáscia plantar.

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3 – Use sapatos com o solado rígido ou com salto de pelo menos 2cm. Abandone as sapatilhas, rasteiras ou qualquer outro sapato que seja reto, sem salto e com solado mole.

4 – Adquira uma palmilha que dê suporte ao arco plantar e que ajude a sobrecarregar menos a região que está doloridaimg_8782

5 – Evite atividades de alto impacto enquanto estiver na fase aguda de inflamação.

6 – Massageie o pé com uma bolinha de tênis ou com aquela “bolinha de cachorro”.

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Depois desse diagnóstico, parei de jogar tênis por três semanas. Que desespero! Como preciso desse esporte para me sentir bem. Após esse período, voltei com tudo para as quadras, com aquela fome de quem passou três semanas sem pegar na raquete. Mas que roubada: o pé continuava doendo porque não tinha sido o tempo suficiente para a inflamação ir embora. Acabei voltando mesmo assim e fui convivendo com a dor todos os dias.

Por orientação médica, tive que abandonar completamente minhas adoradas rasteirinhas e sapatilhas. Comprei algumas sandálias (horrorozinhas) com plataforma para substituir meus sapatos, mas me sentia um gigante. O drama maior foi mudar meu armário inteiro de sapatos (uma das orientações do médico). Eu tenho 1.76m e raramente uso salto.

Fiz uma pesquisa bem ampla sobre sapatos elegantes com sola rígida, mas o maior conforto para os meus pés sempre foi o tênis. Muitas vezes, optava em me vestir com o look esportivo para poder usar meus tênis e brincava com as pessoas de que eu tinha virado personal trainer. Assim vivi com a dor durante um ano e meio. No fundo eu sabia que a única solução para o meu problema seria parar de jogar tênis durante um bom tempo.

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Diana e eu analisando minhas sapatilhas: realmente não dava!

Veja esse vídeo com dicas de exercícios para fortalecer seu pé.

Aproveito para mostrar alguns calçados adequados e não-adequados para Fascite plantar:

OS INDICADOS

 

 

 

OS PROIBIDOS

 

 

 

Ao longo de uma viagem com o meu marido, tive uma crise de dor após usar uma sapatilha. Depois de uma semana após o retorno da viagem, ele me disse: “Não aguento mais te ver com essa dor! Por que você não faz sua sonhada plástica de mama e já resolve seu problema? Assim vai ser obrigada a ficar 3 meses fora das quadras”.

Pois é, mesmo com um diagnóstico rápido, não consegui dar o devido descanso que o meu pé tanto precisava. E, quando essa pausa não acontece, de nada adianta seguir as dicas que compartilhei com vocês: o único jeito foi fazer a cirurgia que me obrigou a ficar longe da minha tão amada atividade de alto impacto. E foi o que eu fiz!

Em uma semana fui operada, passei três meses fora das quadras só fazendo fisioterapia e alongamentos, junto com o meu pós operatório da mama e finalmente me curei da Fascite Plantar do pé direito. Mas não acabou por aí! Fique ligado aqui no blog que logo postarei mais dicas e contarei minha segunda parte da história.

Até o próximo post e obrigada por acompanhar o blog 🙂

Abs

Lia

 

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