Rainha do Tie-break

simone-perfil

É incrível, parece que a minha sina é sempre chegar no Tie-break. Pelo menos a única vantagem que tiro disso é que acabo ficando amiga das minhas adversárias nos torneios em que participo.

 

Mas este caso que vou contar agora aconteceu em um torneio interno do clube e a minha adversária, a Lia, você já conhece daqui do Blog, foi a vítima rsrs. Sim, jogar contra amiga é muito mais difícil. Tem todo um envolvimento emocional. Mas nós duas estávamos decididas: nada atrapalharia a nossa amizade, nem mesmo o mais importante jogo de tênis.

Mesmo assim, nós duas estávamos muito tensas. Os meus pensamentos também estavam bem claros: ganhar de qualquer jeito! As bolas duvidosas, aquelas bem próximas da linha, eu tentaria pegar todas para não dar nenhum motivo de desconfiança, mesmo sabendo que jamais passaria pela cabeça dela a minha falta de honestidade. Porém, tinha tomado esta decisão comigo mesma: nem que eu tivesse que correr atrás do prejuízo depois ou até mesmo perder o jogo, a nossa amizade estaria acima de tudo. Falo tudo isso porque é comum ter conflitos dentro da quadra e, quem é tenista, sabe muito bem do que estou falando!

tatica

Demoramos alguns games até pegar o ritmo porque estávamos com o braço Dino (o braço encurtado que falaremos em breve aqui no blog, fique de olho!). A sensação na hora do descanso, uma em cada banco, foi meio estranho. Estamos acostumadas a dividi-lo sempre e, entre um gole e outro de água, trocar figurinhas em relação aos nossos golpes. Em torneios sérios, isso não acontece! ☹️

Bom, o fato é que eu estava perdendo de 8×4 e faltava um game para a Lia vencer a partida, pois iria até 9. Nessa hora, me veio uma frieza, uma tranquilidade, não sei explicar porque, por alguns segundos, parei de contar os pontos e só me concentrei em não errar mais. E foi exatamente o que aconteceu: olho na bola e bola na quadra. O tempo foi passando e, quando me dei conta, o jogo já estava empatado. O quê? De 4 fui até 8 !!!!! Meu Deus, Tie-break mais uma vez???  😮

“O que me faz ir sempre para o Tie-break?” O meu questionamento é sempre esse. Provavelmente a Lia deve ter se perguntado também por que não conseguiu fechar o jogo.

Fui para casa preocupada em como ela estaria, pois se acontecesse o mesmo comigo, ficaria louca da vida! Dei um tempo para baixar a adrenalina e, assim, conseguir ligar e conversar sobre o nosso jogo. Mas quando percebi, havia recebido um vídeo dela bem engraçado mostrando a sua revolta. Apesar de sua frustração e cobrança, nada como rir de nós mesmas, certo? E tenho certeza que essa história ficará em nossa memória.

Agora, dá só uma olhada no vídeo que mandei para ela!  😉

 

 

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